Brasil, mostre sua cara.

domingo, junho 14, 2015


O habito da leitura em si é capaz de grande magia. Sem sair fisicamente da nossa casa, somos transportados pra outros mundos, sem conhecermos os personagens pessoalmente somos invadidos por um turbilhão de emoções e sensações. Choramos, rimos, nos zangamos, em fim, um leitor entende bem todas essas sensações.
Acontece que entrar nesse mundo não é algo fácil hoje em dia. Cada leitor tem um livro. Um livro que o fez amar a leitura e o transformou no que ele é hoje. Não necessariamente esse livro foi o primeiro que ele leu, mas foi o primeiro que o tocou. O grande problema disso, é o meio em que estamos inseridos. Brasil. Nosso país é rico em muitos aspectos, cultura, musica, e me atrevo a dizer, sim, literatura.
A Literatura brasileira é rica, com bastante conteúdo e repleta de histórias interessantes. O problema é que muitas vezes essa leitura é chata, monótona, ou pior ainda, obrigada. Sejamos sinceros, realmente parece lógico entregar um livro grande grosso, sem nenhuma figura, com escrita exageradamente antiga pra tentar fazer uma criança/pré-adolescente ganhar o gosto pela leitura? Então porque continuam a fazer isso?
Desviando um pouco do assunto irei contar sobre o “Meu Livro”, me assustou? Claro, antes todo livro devia ter figuras nas paginas, e aquele era tão grosso, pelo menos no ponto de vista de uma criança de oito anos. "Harry Potter e a Pedra Filosofal." Um livro que pra mim hoje é fino e maravilhoso, já foi pra mim um monstro grosso e assustador.


Li movido pela curiosidade pois me apaixonei pelos filmes, e apesar de ter demorado três ou quatro meses pra um livro que hoje em dia consigo ler em menos de 7 horas (Na verdade, já fiz isso).
O “Meu Livro” me fez ganhar o gosto pela leitura, mas a literatura que passavam na escola ainda parecia assustadora e ridícula. Você que lê esse artigo já deve ter sido forçado alguma vez em sua vida escolar a ler algo que não queria, isso destrói completamente a magia da leitura. Escolas, parem com isso por favor. Mas eu tive a sorte de ter um professora como amiga da família. Com isso veio o primeiro livro brasileiro que eu li por livre e espontânea vontade, e que eu gostei.

"Um E-mail Em Vermelho". Tenho quase certeza que esse livro é dado em algumas escolas como parte do conteúdo, mas eu li fora da escola. A capa em si me prendeu, uma capa vermelha (minha cor favorita) com um desenho ligeiramente infantil, e as paginas cheias de desenhos nas bordas. Nessa época eu já tinha entre dez e onze anos, só havia lido os três primeiros livros de Harry Potter e agora me deparara com um fino que parecia ser muito legal.
Demorei. Ainda estava no inicio da nossa incansável jornada de leitor, então eu ainda não tinha esse poder de devorar um livro em pouco tempo. No ano seguinte a essa leitura, eu entrei numa escola onde eu descobri que esse livro fora passado numa serie abaixo da minha, daí então, resolvi dar uma chance pros livros letivos. Me crucifiquem, mas nunca irei gostar de Capitães de Areia, uma das piores leituras da minha vida. Mas ler um livro brasileiro bom, me fez ver que existem sim coisas boas no nosso país desde que busquemos.
Teve alguns dos livros letivos que eu li e gostei, mas acho que pra ter um artigo sincero, e poder realmente dar o titulo de “Brasil, mostre sua cara”, acho melhor contar sobre minhas leituras por contra própria.

Quando forço a memória só consigo me lembrar de “A Lenda do Mel”. A capa desse livro era uma fada saindo de uma flor. Pura magia. Sei que dizem pra não julgar um livro pela capa, mas toda vez que faço isso acabo me dando bem.

Contava a história de uma fada chamada Flora que era perseguida por um ser maligno. Um livro me escolheu e me mostrou uma linda história de amor entre uma fada e um... rapaz que por alguma razão se encontrava do mesmo tamanho que uma fada. Para saber mais, basta ler o livro, a capa mudou mas a história é a mesma.
O livro nacional seguinte que li por iniciativa própria foi “A Arma Escarlate”, já avancei muito no futuro desde A Lenda do Mel, pois esse eu li em 2013. Eu soube assim que foi lançado mas não dei muita bola na época. Porem o destino é certeiro, as coisas acontecem do modo certo até e principalmente quando o assunto é livro. Do nada essa ideia de uma escola de magia brasileira voltou a minha cabeça, devia ser porque na época eu estava revisando os livros que ainda pretendo publicar (assunto pra outro artigo muito, muito, muito distante), o fato é que comecei a seguir a autora desse livro em todas as redes sociais pra descobrir mais sobre o livro.

Num belo domingo, fui pra um encontro Potterhead com um pequeno (e desorganizado) grupo que eu tinha na época. Infelizmente só fomos eu e mais duas fãs, e antes de sair de casa eu soube que Renata Ventura estava em Salvador e em um Shopping, mas foi só quando encontrei com a própria que percebi que era no mesmo shopping do encontro Potterhead. Ela que veio falar com a gente, Potterheads se destacam na multidão, juntamos nosso pequeno grupo ao grupo dela, e eu não só comprei um livro com uma história fantástica, como o meu exemplar era autografado.


Tal evento foi em março, em julho, no meu aniversário, ganhei dois livros brasileiros de vez. O primeiro, que eu estava ansioso por ele desde que foi lançado era “Sereias o Segredo das Águas”, narrativa requintada, calma, que me envolveu do inicio ao fim, tentei ler devagar pra saborear, mas o livro era tão bom que eu não consegui e li muito rápido.

O segundo foi Lagrima de Fogo. Simplesmente fantástico, coloque um dragão no livro e já ganhou meu respeito, na verdade, nem precisava de fato aparecer um dragão, só o nome já me faria ter um enorme respeito, mas aquele livro tinha um dragão enorme e poderoso e uma protagonista forte e decidida.
Posteriormente vieram outros autores e outros livros.

Carolina Munhóz simplesmente arrasa escrevendo sobre fadas, e o marido dela, Raphael Draccon, acho que se ele escrevesse uma lista de compras iria ser capaz de fazer sucesso. Essa é a cara do Brasil, independente de seu gosto, ou de seus gêneros favoritos, se souber procurar você consegue achar aqui.







Carolina Munhóz super fofa

Raphael Draccon, Só achei a foto que ele não tava olhando :(




















Por fim, espero que tenham gostado das sugestões de títulos e autores e torço para que sempre exista um livro capaz de fazer com que você se sinta como se estivesse lendo-o pela primeira vez.



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