Veredito| Jessica Jones (2015) - Netflix
domingo, dezembro 06, 2015
A nova série da Netflix, Jessica Jones, chegou e conseguiu a proeza de conquistar o pública de uma maneira que Demolidor nunca conseguiu.
Como um telespectador ligado (e surpreso) com o universo Marvel na televisão, devo confessar que a introdução de Jessica Jones - tanto a série como a personagem - foi bem superior a sua "irmã", a série Demolidor (2015).
A personagem principal, mesmo que não seja engraçadinha, conseguiu deixar bem claro para o público o que ela estava passando sem necessidade de dramas desnecessários (os quais as séries da Marvel estão fazendo um ótimo trabalho em evitar). Não, Jessica é completamente draminhas na vida dela. Ponto para a Jess.
O vilão não precisar viver numa atmosfera de medo intensa para ser aceito pelo público como tal. Nisso, Jessica Jones também acerta. Com grandes elogios à atuação de David Tennant, o seu vilão conseguiu passar o terror às suas vítimas e ao telespectador mesmo sendo um espertalhão engraçadinho que não decepciona nos diálogos e garante momentos engraçados à episódios tensos ("Uma vez mandei um homem se ferrar... imagine") e seu nome (Kilgrave, matar e túmulo, em inglês) não deixa de ser alvo de piadas.
Os poderes da personagem principal não são tão expostos quanto eu gostaria, mas isso se deve, obviamente, aos custos que a empresa teria os mostrando em todos os episódios. Nas cenas onde são utilizados, são bem explorados e bem reproduzidos, principalmente - mesmo que a maioria das vezes sejam com arrombamentos de portas, mas dá para entender a ideia dos poderes - .

Uma das grandes questões do público e da própria Netflix foi: por que e como utilizar o Luke Cage?
Quem procurou saber ou viu em algum lugar, o Netflix tinha o plano de quatro séries de heróis (Demolidor, Jessica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage), e todos ficaram impressionados com a participação do Luke logo na série da Jessica. Claro, ele é o marido dela nos quadrinhos, mas então, a questão é: o quanto usar do Luke sem deixar a desejar e sem atrapalhar os planos da série própria?
INTERLAÇA TUDO. Essa é a resposta. A maneira em que o Luke acaba na vida da Jessica é com um demônio do passado dos dois, que acaba por ser resolvido, sem deixar consequências sérias para a série própria do Cage, mas também tirando um peso que só levaria a draminhas desnecessários - os quais já estabelecemos que não são necessários em séries de herói.
Uma das minhas grandes preocupações para a série era o se a Netflix iria ou não extrapolar na interligação de séries (como algumas tem feito) e condenar a maratona para pessoas como eu, que se encontram na metade da temporada de Demolidor. A resposta é não (amém!). Com direito sim a crossover, a série nada é condenada por se passar na mesma cidade do último sucesso da casa, e se você não viu nem o trailer de Demolidor, entende da mesma maneira a participação do personagem (que não é o protagonista).
A temporada termina com um desfecho agradável para o plot trabalhado na temporada, mas deixa a desejar em méritos de season finale. O clima do episódio não é tão frenético como se espera do tão aguardado combate entre os dois extremos da temporada - Jessica e Kilgrave - , mas é concluído de maneira agradável.
Em geral, a nota da série é 4,5 mundinhos
Episódio favorito: 1x12 - Take a Bloody Number
Como um telespectador ligado (e surpreso) com o universo Marvel na televisão, devo confessar que a introdução de Jessica Jones - tanto a série como a personagem - foi bem superior a sua "irmã", a série Demolidor (2015).
A personagem principal, mesmo que não seja engraçadinha, conseguiu deixar bem claro para o público o que ela estava passando sem necessidade de dramas desnecessários (os quais as séries da Marvel estão fazendo um ótimo trabalho em evitar). Não, Jessica é completamente draminhas na vida dela. Ponto para a Jess.
O vilão não precisar viver numa atmosfera de medo intensa para ser aceito pelo público como tal. Nisso, Jessica Jones também acerta. Com grandes elogios à atuação de David Tennant, o seu vilão conseguiu passar o terror às suas vítimas e ao telespectador mesmo sendo um espertalhão engraçadinho que não decepciona nos diálogos e garante momentos engraçados à episódios tensos ("Uma vez mandei um homem se ferrar... imagine") e seu nome (Kilgrave, matar e túmulo, em inglês) não deixa de ser alvo de piadas.
Os poderes da personagem principal não são tão expostos quanto eu gostaria, mas isso se deve, obviamente, aos custos que a empresa teria os mostrando em todos os episódios. Nas cenas onde são utilizados, são bem explorados e bem reproduzidos, principalmente - mesmo que a maioria das vezes sejam com arrombamentos de portas, mas dá para entender a ideia dos poderes - .

Uma das grandes questões do público e da própria Netflix foi: por que e como utilizar o Luke Cage?
Quem procurou saber ou viu em algum lugar, o Netflix tinha o plano de quatro séries de heróis (Demolidor, Jessica Jones, Punho de Ferro e Luke Cage), e todos ficaram impressionados com a participação do Luke logo na série da Jessica. Claro, ele é o marido dela nos quadrinhos, mas então, a questão é: o quanto usar do Luke sem deixar a desejar e sem atrapalhar os planos da série própria?
INTERLAÇA TUDO. Essa é a resposta. A maneira em que o Luke acaba na vida da Jessica é com um demônio do passado dos dois, que acaba por ser resolvido, sem deixar consequências sérias para a série própria do Cage, mas também tirando um peso que só levaria a draminhas desnecessários - os quais já estabelecemos que não são necessários em séries de herói.
Uma das minhas grandes preocupações para a série era o se a Netflix iria ou não extrapolar na interligação de séries (como algumas tem feito) e condenar a maratona para pessoas como eu, que se encontram na metade da temporada de Demolidor. A resposta é não (amém!). Com direito sim a crossover, a série nada é condenada por se passar na mesma cidade do último sucesso da casa, e se você não viu nem o trailer de Demolidor, entende da mesma maneira a participação do personagem (que não é o protagonista).
A temporada termina com um desfecho agradável para o plot trabalhado na temporada, mas deixa a desejar em méritos de season finale. O clima do episódio não é tão frenético como se espera do tão aguardado combate entre os dois extremos da temporada - Jessica e Kilgrave - , mas é concluído de maneira agradável.
Em geral, a nota da série é 4,5 mundinhos
Episódio favorito: 1x12 - Take a Bloody Number
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